terça-feira, 22 de Abril de 2014

Surpresa de Aniversário! - Anúncio

Os tailandeses têm mesmo muito jeito para criar anúncios excelentes. 

Vejam só esta pérola, sob o lema: 


"Existem coisas mais estranhas do que ser testado"!


[O anúncio pode ferir susceptibilidades, mas não tem nenhum conteúdo explícito].


domingo, 20 de Abril de 2014

Vírgulas do Destino: Prisioneiros do Amor ~ Capítulo 10

Podem ler os capítulos anteriores e outras histórias, clicando aqui.


Vírgulas do Destino: Prisioneiros do Amor ~ Capítulo 10
"Um acaso do Acaso!"

*Entretanto, em Cascais...*

- Bom dia minhas senhoras! Mando servir o café da manhã? - perguntou uma mulher de meia idade, baixinha e forte, fazendo uma pequena vénia a Milú.

- Bom dia, Sissi. Sim, mande servir...Olhe, a menina Jéssica não desce hoje? Já é tardíssimo! - exclamou Milú, agitando a sua cabeleira loira.

- A menina Jéssica saiu muito cedo, minha senhora. Ela disse que ia ter com o menino Mark, o historiador... - respondeu a empregada, servindo Milú e Artemisa.

- Hum, está bem, pode ir, Sissi... - respondeu Milú, agitando uma mão para mandar a empregada embora.

- Oh querida, ultimamente a Jéssica anda a sair muito com esse rapaz... - comentou Artemisa, pousando a chávena do café.

- Sim, é verdade...Mas o Mark é de boas famílias, muito educado e civilizado... a mãe dele é uma grande senhora, gosto imeeeenso dela! Olhe, até que nem é um mau partido para a Jéssica... - respondeu Milú, com um meio sorriso.

- Sim, sim, concordo... - acenou Artemisa.

- Então e que vai fazer hoje? - perguntou Milú.

- Olhe, daqui a pouco vou ao spa, depois vou à manicure e depois vou ao Clube de Chá das 4 e Meia! - respondeu Artemisa, com um grande sorriso.

- Ai que bom! Quem me dera ir consigo, querida...infelizmente tenho de ir até Coimbra...vou encontrar-me com o Governador George...a ver se chegamos a um acordo e ele me entrega a parte dele... - suspirou Milú, com um ar abafado.

- Oh minha amiga! Boa sorte! Bem vai precisar! Olhe, por falar no Governador George, o Agostinho tinha notícias para nos dar! - exclamou Artemisa.

- A sério? Sissi! Sissi! - exclamou Milú, com voz esganiçada.

- Chamou, minha senhora?  

- Claro que sim...vá chamar o Agostinho... - respondeu Milú, enquanto limpava os cantos da boca a um guardanapo dourado.

- O Agostinho? - perguntou Sissi, com um ar surpreendido.

- Sim, sua parva! Vá, mexa-se! - respondeu Milú, com aspereza.   

Sissi começou a correr, um pouco apreensiva, até à cozinha. 

- Onde está o Agostinho? A senhora quer vê-lo! - declarou Sissi, ofegante. 

- Ele está lá fora, no jardim! Senta-te aqui Sissi, que eu vou chamá-lo... - respondeu Belinha, uma outra empregada.
  
Agostinho rapidamente se dirigiu à sala. Ele era um rapaz de média estatura, de cabelos pretos, encaracolados e curtos. Os seus olhos eram castanhos claros. Elegante, tinha uma barbicha que lhe dava um ar misterioso. Ainda era jovem, não teria mais que vinte e poucos anos. 

Não tivera uma vida fácil até ter começado a trabalhar para Milú. 

Candidatara-se ao lugar de motorista, mas acabara por se tornar mordomo. A partir daí, passou a ter uma vida mais regalada e com um campo de influência do tamanho da sua ganância. Esperto e inteligente qb, rapidamente conquistou a confiança de Milú ao trazer-lhe informações preciosas sobre o que se passava no lado de George e companhia.

- Mandou chamar, minha senhora? - perguntou Agostinho, fazendo uma leve vénia.

- Mandei sim...quer dizer...na verdade foi a Artemisa quem mandou chamar! Ela disse que você tinha algo para nos dizer! - respondeu Milú, virando-se para Artemisa. Esta acenou com a cabeça, veemente.

- Ah! Sim, é verdade! Dê-me um minuto, volto já! - afirmou Agostinho, virando costas e dirigindo-se ao seu quarto. Chegado lá, pegou em dois envelopes e seguiu para a sala.

- Espero que ele não se demore, que eu tenho que me ir embora, senão chego muito tarde a Coimbra... Quero ver se despacho isto ainda hoje... - suspirou Milú, algo impaciente.

- Aqui estou, minhas senhoras! Desculpem a demora! - respondeu Agostinho, segundos mais tarde, entregando um envelope a cada uma.

- O que é isto? - perguntaram ambas ao mesmo tempo, sorrindo uma para a outra.  

- Aí encontram as informações referentes ao novo Chefe dos Conselheiros do Governador George...Trata-se de um rapaz chamado João...Lord João...

-Hum? A sério? Bem, vejo isso mais logo... Pode ir, Agostinho.. - afirmou Milú, colocando o envelope dentro da sua mala Chanel e pondo os óculos escuros na cara. 

- Muito bem. Com a vossa licença... - Agostinho fez uma vénia às duas e abandonou a sala.

- Já vai, querida? - perguntou Artemisa.

- Sim... Diga à minha filha para me ligar quando chegar. Ela tem de começar a ir a estas reuniões. Bem, vou indo, até logo! - respondeu Milú, trocando um beijinho na face com Artemisa. Depois disso, pegou nas chaves do seu carro e dirigiu-se para o mesmo, arrancando a alta velocidade.

Enquanto isso, Artemisa dirigiu-se ao seu quarto. Queria ler com calma a documentação que Agostinho havia arranjado sobre o tal conselheiro. Ao abrir o envelope, uma fotografia caiu ao chão, virada de costas. Lá estava escrito: "Caim y João". Artemisa pega na fotografia e virando-a, exclama:

ángel-y-juan

- Tu?! Tu és o Lord João?!? Não pode ser!!!

Artemisa ficara completamente descontrolada. 

Começou a andar de um lado para o outro, a bufar, parecia um animal enraivecido. Murmurando coisas sem nexo e com um olhar de louca, pegou numa jarra que tinha na secretária e atirou-a com toda a força contra uma parede.

- Seu maldito! Já não chega o que me fizeste no passado...?! Não vou deixar que me voltes a estragar os planos! Parece-me que não aprendeste a lição da outra vez...mas eu terei todo o gosto em te relembrar...

...Em te relembrar o que acontece a quem se mete no meu caminho! 

Ah ah ah ah ah ah ah!

[Continua...]
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